É o que tem pra hoje

Não adianta brigar, chorar, nem descabelar…”É o que tem pra hoje.” Divagações, reflexões , pensamentos despretensiosos sobre a vida…Algumas histórias e estórias q trazem um certo colorido…

13/1/09

As nossas CARAS.

 

Obcecado pelo desejo de ser feliz eu perdi minha vida. Movi-me com uma tensão de arco e flecha numa irrealidade de desejos “.

( Clarice Lispector )

 

 

Não basta viver, temos é que aparecer. Polêmico, não?! Dia desses conversando com uma amiga discutimos que os álbuns pessoais dos perfis das comunidades de relacionamentos são uma espécie menor de revista Caras.

Parece que entre outras funções mais nobres, o álbum tem a função de exibir o quanto se é feliz.

As fotos postadas muitas vezes são as mais elaboradas, com o melhor sorriso, a melhor maquiagem, a melhor luz, tudo na tentativa de mostrar o glamour em que se vive e/ou glamorizar a própria vida.

Flashes, música alta, pessoas sorrindo abraçadas, a euforia é o tom que remete a felicidade.

Nesta felicidade se esconde a fragilidade.

Como se cada pessoa fosse um produto a ser divulgado e este produto vendesse uma imagem de sucesso ou fracasso.

O sucesso ligado aos números, números de “amigos”, de baladas que se frequentou, de “clicks” que se recebeu, de bocas que se beijou e latas ou se preferir taças que se esvaziou.

Viver e ser feliz parece estar dissociado de tudo, Solidão, silêncio parecem ser algo que não se pode possuir ou almejar.

O som das músicas, das risadas é tão alto que não se pode ouvir nem os próprios pensamentos.

criado por nandah_br    18:59 — Arquivado em: Sem categoria

11/1/09

Escolhas

 

 

Postar ou não postar eis a questão…juntando Shakespeare com Cecília Meirelles no poema “ Ou isto ou aquilo”, fico aqui a pensar nas nossas escolhas. Cecília fala: “Ou isto ou aquilo ou isto ou aquilo…e vivo escolhendo o dia inteiro !”….sempre temos que escolher entre ficar ou ir, entre mudar ou permanecer, entre gastar ou poupar, entre temer e arriscar-se. Tempos difíceis onde as possibilidades são tantas. Ir ao supermercado chega a ser irritante, assim como escolher o que ler, ou que canal assistir na tv a cabo.

E claro que escolher ainda entre o prazer a curto ou a longo prazo é algo ainda mais difícil …Dia desses fui presenteada com um livro, não sou afeita a livros de auto-ajuda, mas li este de bom grado…chama-se “ O motorista e o milionário”, grosso modo fala de comportamento que fez com que o motorista se torna-se motorista e o milionário se tornasse milionário, mais do que uma teoria sobre o poupar para o acumular no futuro fala daquilo que Burrhus Frederic Skinner chama de reforço à longo prazo ou adiamento de reforço. Esse exercício de protelar as consequências reforçadoras é algo dificil de ser encontrado numa cultura imediatista e consumista, daí vemos gastos desnecessários, obesidade, doenças decorrentes de um estilo de vida que não seja saudável.

Temos que escolher o dia inteiro e “casar” tantas necessidades, tantos conceitos que torna escolher algo muito irritante.

Livre-arbítrio ou determinismo, acaso ou destino…vivemos numa ambivalência, onde passamos o dias a escolher e as manhãs a ler os horoscopos.

Carecemos que alguém escolha por nós!

Tem horas que queria escolher apenas ter “ uma casinha no campo…” E sigo escolhendo…

criado por nandah_br    20:18 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:

6/1/09

Os sonhos de ontem, de hoje, de sempre.

 

Eu tenho um violão . Eu tenho um violão e não sei tocar. Acredito que o mais interessante nisto é que tenho um violão há uns dez anos. E não sei tocar a quase trinta, mesmo que tenha muita vontade de aprender a mais de vinte…o tempo. Qual tempo? O meu? O tempo real ou o virtual?

Fico a pensar nessas vontades que temos e não realizamos, o meu violão é a concretização dessas vontades.

Quando surge o assunto e alguém me pergunta se sei tocar algum instrumento, eu respondo dizendo que sei tocar a poeira do meu violão…Coitado…quando surge algum violinista aqui em casa eu corro a emprestar meu violão, culpa pelo seu desuso.

Depois que descobri a palavra procrastinação me descobri uma procrastinadora. O adiamento não é por uma ansiedade pela falta de tempo, talvez seja pela falta de foco…num mundo onde possuímos quinhentos zilhões de coisas para aprender, ler, assistir..fora as pessoas interessantes com quem conversar..parece que sempre vai faltar algo a se cumprir…

E lá vou eu continuar a tocar a poeira do meu violão , mas em tempos de Ano Novo, em que traçamos novos objetivos que serão cumpridos ou não…talvez devesse começar a tocar violão, mas só talvez ???

criado por nandah_br    0:25 — Arquivado em: Sem categoria
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